No Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, a voluntária do Horas da Vida, oftalmologista Dra. Luciana Sendra, fala sobre o glaucoma, doença que atinge 60 milhões de pessoas em todo o mundo. Luciana explica o que é glaucoma, suas causas, tipos, fatores de risco e tratamentos.

O que é glaucoma?
Glaucoma é uma neuropatia óptica, ou seja, uma doença em que o nervo óptico é “maltratado” e vai morrendo aos poucos. Isso se reflete na redução da visão, normalmente da periferia para o centro, levando a um campo visual tubular e eventualmente a perda da visão.

O que causa o glaucoma?
As causas são várias, e a mais importante seria o aumento da pressão intraocular. Como assim? Líquido é produzido dentro do nosso olho o tempo todo, e vai sendo eliminado ao mesmo tempo. Se houver um desbalanço nisso e produção for maior que drenagem, a pressão dentro é aumentada. Com isso há compressão do nervo óptico e lenta destruição de sus fibras. Isquemia (falta de oxigenação) do nervo também é outro fator importante. Alguns fatores que podem influenciar: uso de certas medicações como os corticoides, colírios dilatadores, HAS, apneia obstrutiva do sono….

Existem fatores ou grupos de risco?
Pressão intraocular aumentada é o mais conhecido, mas idade acima dos 40 anos, raça negra (o que no nosso Brasil miscigenado não diz muita coisa), história familiar positiva, DM, HAS, doenças oculares como uveítes, tumorações, uso prolongado de corticoides….

Quais os tipos de glaucoma?
– Glaucoma Primário de Angulo Aberto: é de longe o mais comum e se apresenta de forma lenta e progressiva. Inicialmente sem sintomas, e vai levando a perda visual progressiva. Normalmente é identificado em consulta oftalmológica de rotina, daí sua importância.
– Glaucoma de Ângulo Fechado (ou Agudo): Felizmente mais raro, ocorre em pessoas que tem o ângulo (que seria uma espécie de “ralo”por onde o humor aquoso é drenado) fechado, estreitado, sendo assim há um bloqueio súbito com aumento rápido da PIO. É uma emergência oftalmólogica pois leva a dor intensa e risco aumentado de perda da visão.
– Glaucoma Congênito: raramente aparece em bebês durante a gestação, podendo aparecer nos primeiros anos de vida. São crianças com olhos aumentados e córneas opacas. Deve ser imediatamente tratado quando identificado.
– Glaucoma Secundário: pós inflamação ocular (uveítes), uso crônico de corticoides ou outras medicações, pós cirurgias, traumas.

Quais os sintomas da glaucoma?
Na maioria dos casos cursa assintomático por muitos anos, sendo identificado na consulta de rotina, mas pode apresentar olhos avermelhados, com dor intensa, associada a náuseas e vômitos (glaucoma agudo), perda de visão periférica , opacidade da córnea e sensibilidade a luz (congênito), dentre outras características.

Como se diagnostica o glaucoma?
No exame de rotina é avaliada a acuidade visual, presença de alterações de superfície, de inflamação ocular (biomicroscopia), na “abertura” do ângulo (gonioscopia), medida da pressão ocular (tonometria), e avaliação no aspecto do nervo óptico e retina associada (fundoscopia). Campo visual pode ser testado assim como outros exames, que ajudam no detalhamento e no seguimento, como fotografias de fundo e tomografia do nervo.

Como é o tratamento da glaucoma?
Depende da causa e deve ser individualizado, podendo ser feito com seguimento, colírios, abertura da rede trabecular com laser, cirurgias, dependendo de cada caso.

O glaucoma tem cura?
Não há cura, mas sim controle. É uma doença crônica como HAS e diabetes.

Como é feito o diagnóstico da glaucoma?
É feito na consulta de rotina, com a identificação do aumento da pressão intraocular e de lesão associada no nervo óptico, identificando se já houve repercussão no campo visual do paciente.

Quais as recomendações médicas para prevenir glaucoma?
Manter sempre consulta regular com seu oftalmologista e estar ciente do seu histórico familiar. E em caso de dúvidas, sempre manter um bom diálogo com o seu médico.

Entrevista: Dra Luciana Sendra, oftalmologista, voluntária  do Instituto Horas da Vida

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